Gestão de Resíduos Eletroeletrônicos exige responsabilidade e cuidado.



Olá Pessoal,

Vou colocar aqui neste post uma matéria que foi publicada pelo Portal G1 no dia 12/07/2013 que mostra como o processo de gestão de resíduos eletroeletrônicos desenvolvido de maneira inadequada pode trazer problemas ambientais, sociais e também economicos.
A prefeitura do município de Campinas foi multada, pois realizada campanhas de coleta de resíduos eletrônicos, mas não estava processando e armazenando de forma adequada.

Confira...


Estado dobra multa à Prefeitura, e lixo eletrônico irá para aterro

Depósito em Campinas está interditado desde abril, após incêndio. Local não tem licença ambiental e mantém 50 toneladas de eletrônicos.

Bernardo Medeiros Do G1 Campinas e Região

A Secretaria do Meio Ambiente do Estado dobrou o valor da multa aplicada à Prefeitura de Campinas por conta das irregularidades constatadas no depósito de lixo eletrônico mantido no Distrito Industrial. O local está interditado desde o dia 6 de maio, após um incêndio, e recebia os equipamentos de forma irregular, já que nunca teve licença ambiental. A Prefeitura ainda será notificada da multa de R$ 18 mil, definida após verificação de reincidência. A Prefeitura pretende agora destinar todo o lixo eletrônico para o aterro sanitário Delta A.

O depósito recebia eletrônicos de dez ecopontos espalhados na cidade desde 2010 e, durante todo o período, fez apenas um processo de reciclagem. O secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulela, estima que em ao menos 50 toneladas o montante de lixo acumulado no local. O espaço também era utilizado para guardar troncos de árvores e carcaças de veículos.

A destinação para o Delta A gera outro problema, já que o aterro tem vida útil garantida apenas até o fim de agosto. Se cumprir 18 exigências da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), o aterro terá, no máximo, um ano de vida útil. Somente para transportar o lixo eletrônico, serão necessários ao menos quatro meses.



Parte do lixo eletrônico deixado no depósito está largado a céu aberto
(Foto: Leandro Filippi/G1 Campinas)

“Vamos equacionar como isso será feito em 30 ou 40 dias. Para a transferência, serão uns três meses, pois há muito material ali. Será um local seco, abrigado, pois são equipamentos com mercúrio, chumbo”, diz Paulela. Ele alega que a atual administração não sabia da falta de licença ambiental.

Desde a interdição da área no Distrito Industrial, o novo material recolhido nos ecopontos tem sido destinado a um depósito do Departamento de Limpeza Urbana (DLU) que não tem estrutura para receber todo o volume. Os troncos de árvore já são encaminhados ao Delta A e a coleta de carcaças de carros foi suspensa.

Impasse na multa

A Prefeitura recorreu da primeira multa aplicada, de R$ 9 mil, ao alegar que o incêndio provocado em uma área de um hectare não foi de sua responsabilidade. Além do pagamento da multa, agora no valor de R$ 18 mil, o órgão estadual também exige a assinatura de um termo de recuperação ambiental, além de outras adequações, que ainda serão definidas. A Prefeitura diz que não tem mais interesse em manter os resíduos no terreno interditado e que, por isso, não irá solicitar uma licença ambiental.

Outro ponto argumentado pela Prefeitura para recorrer da multa é de que a área é de responsabilidade da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), proprietária do terreno. A Emdec, por sua vez, diz que não foi notificada da autuação, mas que o espaço foi cedido ao DLU e a gestão cabe à Prefeitura.




Comentários

  1. Na verdade, todo este lixo que se encontra a céu aberto, se trata de restos de monitores, televisores...90% quebrados, o que é mais preocupante ainda, por conta do fósforo e chumbo que ali existem...Uma empresa esteve no local e levou apenas o que interessava (placas de circuítos e computadores). Agora este abacaxi tem que ser engolido com casca e tudo...segura essa...

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