Alabama processa petrolífera por vazamento

ALICE LOBO E KARINA NINNI, ESPECIAL PARA O ESTADO, com EFE - O Estado de S.Paulo

O procurador-geral do Estado americano do Alabama, Troy King, anunciou ontem que processará a companhia petrolífera British Petroleum (BP) pelo vazamento de petróleo no Golfo do México que provocou o maior desastre ecológico da história dos EUA.

King também apresentou denúncia contra as empresas Transocean e Halliburton, envolvidas no vazamento, que começou no final de abril depois da explosão e posterior afundamento de uma plataforma operada pela BP.

As ações acusam as companhias de causar danos ao litoral e à economia por agir com negligência em relação às normas de segurança. Já foram apresentados cerca de 300 processos federais contra a BP e as outras duas companhias.

O almirante da reserva Thad Allen, que dirige a resposta do governo americano ao vazamento, disse que o trabalho no poço auxiliar para vedar de forma definitiva o danificado deve continuar. "Precisamos seguir adiante com o poço alternativo. A pergunta é como fazê-lo", disse.

O trabalho no poço auxiliar foi paralisado na terça-feira, por risco de ciclone tropical. Após mais de três meses de vazamento, a BP conseguiu selar a parte superior do poço e tem agora que finalizar a operação fechando também a parte inferior, por meio de um poço auxiliar.

MERCADO VERDE
Brasileiros acreditam na publicidade "eco"

A pesquisa 2010 Image Power® Green Brands Survey, feita com 9 mil consumidores de 8 países, revelou que 60% deles querem comprar produtos de empresas ambientalmente responsáveis.

Os brasileiros, contudo, são os que mais acreditam em propaganda de produtos "verdes": 91% dos habitantes acham que elas são importantes para informar o consumidor e explicar os benefícios de tais produtos. Já os franceses são os mais céticos e não acreditam em propaganda "eco" ou "bio".

O levantamento inclui consumidores de Alemanha, Austrália, Brasil, China, Estados Unidos, França, Índia e Reino Unido. No Brasil, na Índia e na China, mais de 70% dos consumidores se disseram dispostos a gastar mais com produtos "verdes" nos próximos anos.

Os consumidores brasileiros se apresentam como mais preocupados com o estado do meio ambiente (72%) do que com a economia (25%) do País, fato que se repetiu somente na Índia (59% meio ambiente versus 37% economia). Os outros países estão mais preocupados com o desenvolvimento de suas economias.

RESÍDUOS SÓLIDOS
Eletroeletrônicos em compasso de espera

O Ministério do Meio Ambiente paralisou as reuniões do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) sobre a logística reversa para eletroeletrônicos até que a lei de resíduos sólidos seja regulamentada. Uma das questões é exigência de licenciamento ambiental para quem recolhe lixo eletrônico. "Não gostaria de ver amadores fazendo isso", diz André Saraiva, da Abinee, que representa a indústria."Se o receptor só separa o lixo eletrônico, não precisa de licenciamento. Se ele manuseia o produto, aí sim", diz Zilda Veloso, do MMA.


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