EUA e China assinam acordo sobre mudança climática e rejeitam Irã nuclear

da Folha OnLine 28 Julho 2009

Estados Unidos e China encerraram nesta terça-feira um diálogo econômico e estratégico de alto nível de dois dias em Washington anunciando que concordam em rejeitar a transformação do Irã em uma potência nuclear, disse nesta terça-feira a secretária americana de Estado, Hillary Clinton. Os dois maiores emissores de gases do efeito estufa do mundo também assinaram um memorando de entendimento no qual se comprometem a intensificar a cooperação sobre mudança climática, energia e meio ambiente.

"A China compartilha nossas preocupações sobre um Irã convertido em um Estado com armas nucleares", disse Clinton à imprensa, após revelar sua satisfação com a posição comum de Washington e Pequim sobre este espinhoso tema. "O potencial [iraniano] para desestabilizar o Oriente Médio e o golfo Pérsico é visto de forma similar" por EUA e China, destacou a chefe da diplomacia americana.

Os americanos acusam o Irã de utilizar seu programa nuclear "civil" para desenvolver uma bomba atômica, algo que Teerã nega.

Na questão ambiental, o documento assinado no Departamento de Estado "ressalta a importância da mudança climática nas relações bilaterais" entre EUA e China, ao criar uma "plataforma para o diálogo político sobre este assunto e a cooperação", disse Hillary. O texto do documento não foi divulgado.

"Também fornece a nossos países indicações em nosso trabalho conjunto para apoiar as negociações internacionais sobre mudança climática e acelera a transição em direção a uma economia baseada em um consumo reduzido de carvão", disse a secretária de Estado americana.

Ela explicou que durante o diálogo econômico e estratégico, EUA e China conversaram sobre as medidas adotadas pelos dois países para reduzir suas emissões e sobre como podem produzir avanços até a Conferência de Copenhague, que será realizada em dezembro e que pretende impulsionar um novo Protocolo de Kioto.

Os dois também abordaram os passos que pretendem dar para promover um crescimento econômico sustentável com um baixo consumo de carvão, acrescentou.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly, disse que o memorando compromete os países a alcançar um acordo internacional bem-sucedido e amplia sua cooperação para acelerar a transição a outro modelo econômico e energético.

O acordo também promove e coordena a colaboração nas áreas de mudança climática e energia limpa, mas não fixa limites nem metas a serem atingidas.

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